12 maio 2010

Devagarinho mas com persistência...

Desde que voltei dos States que ainda não recuperei do jet lag, nem dos abusos que cometi por lá. Sinto que a pouco e pouco me vou reerguendo, mas ainda estou muito longe da forma em que queria estar.

Cheguei a casa só no Domingo à noite e não deu para organizar nada da minha vida. A minha casa está toda desarrumada com metade da mala por desfazer e eu sem forças para por as coisas em ordem. O trabalho anda também caótico depois de ter estado uma semana fora e eu sinto que não tenho força nem paciência para dar a volta a esta situação.

Sinto que preciso de dormir, dormir, dormir, até ter forças para quebrar este ciclo de desorganização que anda na minha vida... Ando tão cansada, tão cansada (acho que é o jet lag misturado com a chegada da redzone) que exercício físico tem sido mesmo ZERO!

A única coisa que tenho vindo a organizar (por senão é que era mesmo o caos total) tem sido a alimentação.

Segunda e Terça fotografei o que comi, apesar de não ter muitas coisinhas saudáveis para cozinhar. Ontem ao fim do dia já fui ao supermercado e fiz as minhas comprinhas saudáveis, com muita fruta e vegetais como não poderia deixar de ser. Fiz também iogurte caseiro e sopa de favas.

Devagarinho e com persistência, resolvendo a cada dia algumas das "pendências" antigas e tentando não acumular novas espero em breve voltar ao normal... Preciso urgentemente do fim de semana que aí vem para descansar, recuperar e reerguer-me!!!

11 maio 2010

Paparoca de ontem




Pequeno-almoço: leite magro e uvas



Meio da manhã: tortitas de arroz



Almoço: legumes estufados com frango e arroz selvagem



Lanche: tortitas de arroz



Jantar: sopa

10 maio 2010

VOLTEI!

Só para dizer que estou de volta, ando a mil à hora no trabalho para fazer todas as coisas que ficaram por fazer durante a semana passada, mas já voltei a fotografar a minha alimentação e estou novamente a entrar nos eixos!

Mais logo volto com novidades...

08 maio 2010

Pondo a comida no seu lugar - parte IV

Resumindo e concluindo, para encararmos a comida como algo que serve o propósito de introduzir nutrientes no nosso corpo, precisamos de seguir alguns passos:

1 - identificar a fome
2 - identificar a saciedade
3 - esperar a fome chegar para comer
4 - comer sem restrições

Alguns "esfomeados psicológicos" terão receio de iniciar esta caminhada pois temem a intensidade da fome, e que essa os leve ao descontrole alimentar.

Se estão entre aqueles que temem a sensação de fome do estômago, devem enfrentar este medo e observá-lo de forma objectiva. De maneira realista.

A fome fisiológica é uma sensação fácil de ser cuidada com a quantidade adequada de comida. A cada vez que nos alimentamos pela fome do estômago, demonstramos a nós mesmos que somos capazes de satisfazer as nossas necessidades e adquirimos auto-confiança.

Quanto mais comermos pela fome física, menos precisaremos de comer pela fome emocional.

O número cada vez maior de experiências da alimentação pela fome do estômago terá um efeito cumulativo, e com isso, a cura da "fome psicológica", o que resultará em emagrecimento, manutenção definitiva do peso e melhor qualidade de vida.

E se a minha fome não for saciada?!
A única fome insaciável é a psicológica.

07 maio 2010

Pondo a comida no seu lugar - parte III

PASSO 4 - Comer sem restrições

Não pensar em "dieta" quando sentir a fome física. Não se privar.
A privação leva à fome psicológica.


Isto pode parecer estranho: então se eu estou com fome devo comer tudo o que me apetecer?

Como diz o ditado, "o fruto proibido é o mais apetecido".

Então se metermos na cabeça que não vamos comer chocolate, pão, refrigerante ou qualquer outro alimento por um mês, vamos passar dias inteiros a resistir ansiosamente... e na primeira oportunidade em que fraquejarmos vamos atacá-lo impiedosamente e comê-lo até matarmos toda a nossa fome psicológica por esse alimento.

É engraçado como quando estamos com fome do estômago mais facilmente pensamos em comer um prato de comida a sério, do que atacar uma tablete inteira de chocolate.

Quando estou com fome física e vou comer eu liberto-me totalmente. Preparo a minha comida com calma, escolhendo os melhores alimentos, pensando naquilo de bom que eles vão trazer ao meu corpo, medindo o valor nutricional e nunca calórico.

Então como eu associei este passo à minha RA?

1º penso nas quantidades que me levarão a ter fome daí a 3 horas
2º penso em alimentar-me com qualidade, com alimentos saudáveis
3º nunca mas nunca mais pensei em calorias

Depois disto tudo, como. Como com prazer de saborear cada alimento, como com alegria, como com tranquilidade, como sem culpa.

A culpa é o resultado de comer por qualquer outra razão que não seja alimentar o nosso corpo.

06 maio 2010

Pondo a comida no seu lugar - parte II

PASSO 3 - Esperar sentir fome

Para retomar o esquema de alimentarmo-nos só por necessidade é importante esperar a fome do estômago e não seguir um horário pré-determinado para nos alimentarmos (almoço, jantar, etc)

Isto em teoria é muito bonito, eu também gostava de poder dormir as horas que o meu corpo pede, adormecer quando tenho sono e acordar sem despertador... Mas o mundo não é assim e tem horários.

Também já é sabido que ficar mais de 4h sem comer, faz com que o nosso metabolismo fique muito lento, o que prejudica a perda de peso.

Então como eu implementei este passo? De facto como só quando tenho fome, mas na refeição anterior tomei o cuidado de comer a quantidade suficiente para ter fome daí a cerca de 3 horas (o indicado para que o nosso metabolismo fique acelerado).

Demorei uns dias a ajustar as quantidades, mas agora eu sinto que estou a comer exactamente aquilo que o meu corpo precisa, e não mais.

E sinto-me bem! :)

05 maio 2010

Pondo a comida no seu lugar - parte I

A comida tem uma função muito simples: fornecer o nosso organismo com os nutrientes indispensáveis para a manutenção da vida humana.



Para recuperar a capacidade de comer apenas quando estivermos com fome, devemos compreender que nem toda a fome é física. Hoje em dia, enquanto que quase ninguém come só quando está fisicamente com fome, muitas pessoas comem quando estão psicologicamente famintas.

Mentalmente elevámos a comida a algo que ela não é. Entendam que a comida não é uma amiga, não é confidente, não é um escape, não é uma distracção, não é uma recompensa, não é um castigo, não é um prazer...

"Comer para viver e não viver para comer" é uma frase para para mim finalmente faz sentido.

PASSO 1 - Reconhecer os sinais de fome

O primeiro passo para aprender a ler sinais de fome é reconhecer a diferença entre a fome psicológica e fome física.

A física é aquela que sentimos quando estamos completamente distraídos a fazer qualquer tarefa e de repente somos "acordados" por um aperto de leve no estômago.

A psicológica é aquela que pode surgir mesmo que tenhamos comido há cerca de uma hora, quando estamos sem nada para fazer, tristes, chateados ou simplesmente sugestionados pelo anúncio do novo Big Mac que está a dar na televisão.


PASSO 2 - Reconhecer os sinais de saciedade

Depois de sabermos que temos fome, temos de saber quando parar de comer e para isso é preciso distinguir os sinais de saciedade.

Uma boa técnica para fazer isso é comer devagar e mastigar bem. Dessa forma a saliva pode cumprir o seu papel na digestão (a digestão inicia-se na boca, e não no estômago).

A mastigação lenta acciona o mecanismo de saciedade, que funciona assim: quando a quantidade necessária de comida chega ao estômago, esse envia mensagens químico-eléctricas até o hipotálamo (região do cérebro que responde pelo comando das principais actividades do metabolismo).

A mensagem de "chega" dispara, então, a sensação de satisfação plena do apetite. Como este processo leva alguns minutos, recomenda-se comer devagar. Assim, atinge-se a saciedade com menos comida. Se acharem difícil, passem a repousar os talheres no prato a cada garfada.


A sguinte escala de fome e saciedade ajuda-nos a ouvir o nosso corpo.

10 = Cheio até ao ponto de enjôo
9= Desconfortavelmente cheio, é preciso alargar o cinto
8 = Desconfortavelmente cheio
7 = Muito completo, sinto que comi demais
6 = Confortavelmente completo, satisfeito
5 = Confortável, nem fome nem completo
4 = Início de sinais de fome
3 = Fome, pronto para comer
2 = Muita fome, incapaz de se concentrar
1 = Faminto, tonturas, irritável

O objectivo é começar a comer quando tiverem início os sinais de fome (Nível 4), e parar quando estamos confortavelmente completos (Nível 6), mas sem sentir que comemos demais. Entre a fome e a saciedade estaremos a fazer a digestão e algures no nível 5...

Lembrem-se que quanto mais baixo descerem na escala da fome, maior é a probabilidade de subirem mais alto na escala da saciedade. Isto é, se a vossa fome chegar ao 2, facilmente chegarão ao nível 7 e 8 de saciedade, enquanto se deixarem a fome chegar ao nível 1, certamente quando forem comer, vão chegar aos níveis 9 ou 10!

Então vamos lá, todas a por em prática estes conhecimentos e não se esqueçam de fazerem uma perguntinha essencial a vocês mesmas antes de começarem a comer: "Estou com fome?"

04 maio 2010

Fome Psicológica / Emocional

Fome Fisiológica X Fome Psicológica

Fome física, ou do estômago, é a fome fisiológica; nossa necessidade de reabastecimento. É a fome que sustenta a vida.

Fome emocional ou psicológica, é a fome que não tem ligação com a sustentação da vida. Implica comer "apenas por que a comida está lá"; "porque alguém se preocupou em prepará-la"; "porque paguei pela comida", "porque tenho pena de jogar fora"; "porque me sinto ansioso"; "porque estou triste, frustrado, feliz, etc...". Por fim, a fome emocional é a que nos faz comer mais e mais, apesar de já estarmos satisfeitos ou até passando mal. É ela que nos faz engordar.




Qualquer bebé quando nasce sabe chorar quando tem fome e largar o peito da mãe quando está satisfeito. Ao longo dos anos os nossos pais obrigam-nos a comer tudo o que está no prato e a ignorar os nossos sinais de saciedade. Obrigam-nos a comer a horas certas (almoço, lanche e jantar) mesmo que ainda não tenhamos fome.

Isto faz com que comecemos a desenvolver a capacidade de continuar a comer mesmo quando estamos satisfeitos e começar a comer quando ainda não temos fome... e é esta capacidade e mais nada que nos tem feito engordar durante todos estes anos...

Como mudamos esta situação? É precisamente isso que vos irei contar durante os próximos dias...

03 maio 2010

A relação com a comida - parte II

Depois de me mentalizar que eu não sou o "caixote do lixo", a parte seguinte vem naturalmente: evitar comer quando não se tem fome.

Parece fácil, não é? Para uma cabeça de magra, isto é 100% natural, nada faz mais sentido!

Um dia espero que isto seja tão natural para mim como respirar, mas para já exige algum esforço.

Primeiro tenho de parar para pensar "será que tenho mesmo fome ou será gula?". Parar para pensar é a chave. Depois de um bom debate com o nosso cérebro sobre os prós e contras de atacar aquele bolo de chocolate, a gula tende a ir embora...

Durante os próximos dias colocarei aqui umas dicas práticas para aprendermos a comer pela fome física e não pela fome emocional (gula).


Gula é coisa de cabeça gorda, não concordam? :p

01 maio 2010

A relação com a comida - parte I

Para mim, há muitas facetas de "pensar magro"... A alimentação será certamente a mais importante dessas facetas, mas há outros factores.



Um dos primeiros passos para começar a ter uma cabeça de magra, é mentalizar que "o meu estômago não é caixote do lixo". Quantas vezes estou a meio da refeição e já me sinto cheia, mas como tudo até ao fim porque é mau deitar comida fora?

Desperdiçar é muito feio, mas a terapia de tentar deixar um bocadinho no prato (mesmo que seja só a última garfada) dá ao meu cérebro a sensação de que sou eu que estou no comando do que quero comer, e não a dimensão do meu prato.

Em casa, claro que devemos servir-nos menos, mas quantas vezes eu vou comer fora e me servem aqueles pratos com mais comida do que eu deveria comer? Será que é porque ela está lá que eu a devo comer?

Já observei muitas pessoas magras a comer. A maioria delas não tem o menor preconceito em deixar comida no prato.

Rapar o prato é coisa de "cabeça gorda"! Vamos reaprender a comer?